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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Criptozoologia - Gato de Chifres



Indo do ponto de vista zoológico e mítico, a existência do Gato de Chifres é quase uma lenda, assim como o Emela-ntouka, na África e tantos outros seres estranhos que se tem notícia.

Os relatos de um animal, mamífero, com semelhanças de um gato, mas até aí, nada demais, o detalhe: com chifres, e que tenha sido avistado na Indonésia, mexe com a imaginação dos curiosos e leva muitos pesquisadores a buscarem por pistas, que de fato evidenciem sua existência.
Os gatos sempre fizeram parte do folclore popular, os egípcios, celtas, persas e muitos outros povos já o reverenciavam, segundo eles, os deuses tomavam a forma dos felinos.
Na lenda celta, Ceridwen (uma deusa) prestava culto aos gatos em razão de seu filho ter sido uma reencarnação do animal; na cultura nórdica, Freya, tinha dois gatos que puxavam sua carruagem e simbolizavam a feracidade e fertilidade.

Os gatos também foram idolatrados por budistas, já que aceitavam que eles tinham concentração parecida com a meditação; na China, tinham a ideia que os animais afastavam os espíritos ruins.
Até o povo hebraico tinha respeito pelos gatos, por terem sido gerados por Deus, na Arca de Noé.

História:


O período ruim de ser gato foi na Idade Média, já que estes animais foram perseguidos e sofreram várias crueldades, inclusive, acreditavam que os mesmos eram possuídos pelo mal, sendo inseridos na lista dos hereges e caçados pela Santa Inquisição, tendo sido queimados nas grandes fogueiras, juntamente com as bruxas.
Há várias espécies de gatos, algumas até bizarras e causam certo desconforto a quem olha, como a Sphynx, a raça daqueles que não possuem pelos.


Algumas raças podem ter influenciado os homens a associar os chifres aos pobres gatos; nos da laia Savannah, por exemplo, as orelhas são totalmente em pé, pontiagudas e maiores que as do gato comum, o que de fato lembra chifres. A espécie foi obtida através de um cruzamento do serval africano com o gato doméstico.
Atualmente, os gatos domésticos chegam a viver cerca de vinte anos, os de rua até três, por não possuírem cuidados, nem boa alimentação.

Levando-se em conta o lugar de aparecimento do suposto mamífero, a Indonésia, podemos ver que um arquipélago que reúne em torno de 17.000 ilhas, das quais somente 6.000 são povoadas e que já teria sido habitada no mínimo a quinhentos mil anos, pode de fato esconder grandes segredos, pois é o país em segundo lugar em número de biodiversidade, perdendo apenas para o Brasil.
As aparições raras do suposto felino não foram registradas oficialmente e só se aplicam, aos povos que habitam as regiões daquelas ilhas, por isso ficarão limitadas às listas dos animais imaginários que tanta curiosidade causa ao ser humano.