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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Krampus - O Ajudante do Papai Noel


Krampus, o antinoel é uma criatura mitológica que acompanha São Nicolau (Santa Klaus/Papai Noel) durante a época do Natal, segundo lendas de várias regiões do mundo.


O Krampus, como você pode ver nas imagens, é representado como uma criatura bestial — com chifres de cabra, cascos de fauno e o corpo coberto de pelos — de aparência horripilante, e sua origem está relacionada ao folclore germânico. Há milhares de anos, antes do surgimento do Cristianismo, existia na Europa uma grande variedade de lendas associadas à realização de festejos e sacrifícios para honrar as divindades, para que no ano seguinte a colheita fosse farta.


As celebrações costumavam ocorrer no solstício de inverno, e era comum que as pessoas se fantasiassem de demônios e saíssem pelas ruas para pedir comida e bebida. Essas tradições acabaram sobrevivendo ao tempo e se misturando às festividades cristãs, já que o solstício também coincide com a época em que se comemora o Natal.

A palavra Krampus vem de Krampen, palavra para "garra" do alto alemão antigo. Nos Alpes, Krampus é representado por uma criatura semelhante a um demônio. Enquanto o Pai Natal dá presentes para as crianças boas, o Krampus avisa e pune as más crianças. Tradicionalmente, rapazes se vestem de Krampus nas duas primeiras semanas de dezembro, particularmente no anoitecer de 5 de dezembro, e vagam pelas ruas assustando crianças com correntes e sinos enferrujados. Em algumas áreas rurais, a tradição também inclui surras aplicadas pelo Krampus.


As fantasias modernas de Krampus consistem em uma Larve (máscaras de madeira), pele de ovelha e chifres. A manufatura das máscaras artesanais demanda um esforço considerável, e vários jovens em comunidades rurais competem nos eventos do Krampus.


Algumas das máscaras mais elaboradas geralmente são talhadas em madeira, contam com chifres de cabra de verdade e chegam a custar € 600 (cerca de R$ 2 mil). O traje tradicional completo, feito com pele de ovelha ou cabra e demais apetrechos, chega a custar entre € 500 e € 600 (entre R$ 1,6 mil e R$ 2 mil aproximadamente). Provavelmente são bem mais caros do que muitas fantasias de Papai Noel!

Em Oberstdorf, no sudoeste da parte alpina da Baviera, a tradição do der Wilde Mann ("o homem selvagem") é mantida viva.
Ele é como o Krampus (exceto pelos chifres), veste peles e assusta crianças (e adultos) com suas correntes e sinos enferrujados, mas não é um assistente de São Nicolau.


Na Áustria, onde a tradição de se vestir de Krampus e sair pelas ruas apavorando os pequenos é especialmente conhecida, inclusive ocorre a “Krampusnacht” — ou “A Noite do Krampus” em tradução livre —, durante a qual vários grupos de demônios com mais de 200 participantes desfilam pelas ruas.

Em 9 de dezembro de 2009, Krampus foi apresentado no Colbert Report.
Também apareceu no episódio A Very Venture Christmas, o especial de natal de The Venture Bros.

Fragmentos da tradição no Brasil:

No Brasil, há resquícios dessa tradição em Santa Catarina, no Vale do Itajaí.
Nas cidades de Brusque e Guabiruba, por exemplo, é chamado 'Pensinique' (deturpação de Pelznickel, nome utilizado ao Sul da Alemanha).
Aparece vestido em roupa velha e sacos de juta, tem cabelo de palha, carrega um saco nas costas como o Papai Noel.
Nesta trouxa ou saco, possui instrumentos para assustar as crianças más, e às muito más ameaça levar embora no saco.


Tal figura nunca chegou a ser comum, mas era mais recorrente para julgar e punir crianças até a década de 1950.

Os ainda remanescentes, ao começo de dezembro ainda arrastam correntes ao caminhar, gritam no meio do mato,
e saem dele no dia de confrontar as crianças más, no Dia de São Nicolau ou próximo.


Em casos extremos, a criança recebe visita, ou ouve gritos no mato, quando incomoda o Pensinique antes mesmo na data antes dessa data, e, ainda, alguns pais citam que 'vão contar' sobre o comportamento da criança ao Pensinique, ou o chamam antes da data.
Mas, crianças que não respondem aos pais, não mentem e não são más, mesmo nas regiões em que o Pensinique ainda aparece, nunca chegaram a ver sua figura.