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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fatos históricos que inspiraram Game of Thrones


Mapa de Westeros:


Imagem 1. Mapa real do Reino Unido + Irlanda.
Imagem 2. Mapa mostrando a Irlanda invertida abaixo da Inglaterra e a localização da Muralha de Adriano.
Imagem 3. Mapa de Westeros + localização da Muralha fictícia.
O formato de Westeros é totalmente inspirado na geografia do Reino Unido e da Irlanda. Só que George R. R. Martin “inverteu” a Irlanda e colocou ela abaixo do Reino Unido. Até a localização da Muralha remete a uma edificação real, chamada Muralha de Adriano (Hadrian’s Wall).


A muralha:


A Muralha em si também é inspirada na Muralha de Adriano, que fica próxima à atual divisa da Inglaterra com a Escócia. Construída durante o Império Romano, entre os anos 122 e 126, ela também servia para impedir as invasões dos bárbaros (no caso, os escoceses). Na vida real a fortificação foi feita de pedras e madeira e em GoT ela foi erguida com blocos de gelo sólido.


Stark x Lannister:


Inspirada na rivalidade real entre os Yorks e os Lancasters, que culminou na Guerra das Rosas (entre 1327 e 1377). Os Yorks – assim como os Starks – eram uma família do norte do Reino Unido, já os Lancasters eram uma galera extremamente rica – igual aos Lannisters. Até os nomes são parecidos, reparou? Assim como em GoT, de início as famílias eram aliadas, mas acabaram em guerra. Na vida real, a rivalidade teve início durante a famosa Guerra dos Cem Anos.

Cersei Lannister:


O History Behind Game of Thrones aponta três mulheres que teriam inspirado a criação da rainha de Westeros: Margarida de Anjou, Elizabeth Woodville e Lucrezia Borgia. Margarida foi uma das líderes da Casa de Lancaster, bem como uma das figuras mais influentes da Guerra das Rosas. Era conhecida como uma mulher manipuladora, arrogante impiedosa e sedenta de poder. Elizabeth era descrita como uma mulher belíssima, com olhos frios e longos cabelos dourados. Além disso, assim como Cersei, ela era uma matriarca que colocava a família e o poder à frente de tudo e foi uma mulher mal quista pela sociedade, sendo alvo constante de rumores maldosos. Já Lucrezia teria inspirado George R. R. Martin por conta dos boatos de que ela tinha um caso com próprio irmão.

Jeffroy Baratheon:


Sim, até o cara mais odiado da série foi inspirado em um personagem histórico! Ele é uma versão de Edward de Lancaster, filho do rei Henrique VI e Margareth de Anjou. Segundo rumores, tal como Joffrey, o nobre tinha fama de sádico desde criança e ficou conhecido por decapitar seus desafetos. Morreu aos 17 anos, mas diferentemente do personagem de GoT – que foi envenenado – Edward foi morto a golpes de espada, durante uma batalha. Outra semelhança: boatos diziam que Edward não era filho legítimo de Henrique VI, pois o rei era impotente.

Daenerys Targaryen:


Dragões à parte, a Khaleesi tem muitas semelhanças com o rei Henrique VII. O cara nasceu na Inglaterra, mas passou boa parte da vida exilado na França depois que o pai foi morto pelos inimigos. Ele tinha apenas dois meses de idade quando seu pai foi assassinado. Na adolescência, Henrique voltou ao país natal e lutou ao lado dos Lancaster na Guerra das Rosas. Henrique VII é tido como grande responsável em colocar fim à guerra, o que fez com que ele fosse coroado rei. Seria isso uma espécie de spoiler?

Theon Greyjoy:


O herdeiro das Ilhas de Ferro foi inspirado em George Plantagenet, irmão de Eduardo IV de York. Ele entrou para a história por ter traído a própria família na Guerra das Rosas. Após lutar pelos York, o cara resolveu unir-se aos Lancaster por ganância, mas a aliança foi um fracasso. O irmão chegou a perdoá-lo, mas George acabou virando a casaca mais uma vez. Por fim, foi capturado e executado pelo clã York.

O casamento vermelho:


Esse momento chocante foi inspirado em três acontecimentos reais. Primeiramente, assim como Robb Stark, Eduardo IV (da Casa de York) resolveu casar-se por amor e em segredo, causando a revolta dos aliados durante a Guerra das Rosas. Mas a chacina em si remete principalmente ao famoso Jantar Negro, que rolou em 1440, na Escócia. Resumo da treta: na época o rei morreu e seu filho de 10 anos foi empossado, gerando disputa entre famílias poderosas que queriam ter a guarda do menino. O clã dos Douglas tornou-se guardião oficial do reizinho, o que fez com que duas outras famílias tramassem o assassinato deles. Assim como Walder Frey e Roose Bolton, em GoT, William Crichton e Alexander Livingston convidaram os Douglas para um jantarzinho básico. Na ceia, eles serviram uma cabeça de touro negro, que significava morte na época. Os Douglas foram então assassinados, sob a falsa acusação de que haviam traído a Escócia. Outro evento que teria inspirado George R. R. Martin foi o Massacre de Glencoe, que também rolou na Escócia, em 1692. Na ocasião, membros do clã MacDonald de Glencoe foram assassinados por seus anfitriões – do clã Campbell – pois haviam demorado demais para jurar lealdade ao rei William III, durante a chamada Revolução Gloriosa.

Fogo-vivo:


Pois é, reza a lenda que um composto químico capaz de colocar fogo na água realmente existiu! A subtância se chamava fogo grego e teria sido criada pelos bizantinos, no Século VII. A receita dessa arma poderosa foi perdida, mas supõe-se que ela era feita com resina de pinheiro, nafta, cal, enxofre ou salitre. Relatos asseguram que o uso do fogo grego foi responsável pela salvação de Constantinopla em mais de um confronto, tal como o fogovivo na vitória de Tyrion e cia durante a Batalha de Blackwater.

Senhor da luz:


R. R. Matin confessou que a seita de Melisandre remete ao zoroastrismo, considerada a mais antiga religião monoteísta da história. Para os zoroastras o fogo também era tido como entidade mística central, capaz de trazer sabedoria e proteção. Curiosamente, as noções de paraíso, ressurreição, juízo final e até mesmo de que um messias viria à Terra (pilares de crenças como o cristianosmo, por exemplo) também surgiram a partir dessa religião persa.