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sexta-feira, 27 de maio de 2016

O Mistério dos Gigantecos Ningen


O "Ningen" - que se traduz como "humano" em japonês - foi apelidado assim pelos pescadores nipônicos do Pacífico. Há inúmeras narrativas sobre avistamentos de criaturas marinhas no folclore oriental que remontam aos tempos em que os primeiros marinheiros se lançaram no mar. O folclore japonês é cheio de criaturas fantásticas que se enquadram sob o título de Yokai. Desde o primitiva tartaruga sem casca, conhecida como Kappa até o imenso elefante marinho conhecido por Baku, os Yokai são uma classe de criaturas místicas, muitos dos quais absurdas em vários sentidos.

Diferente das lendas antigas envolvendo Yokai, estórias sobre o Ningen surgiram recentemente, a partir da década de 1990 quando vários homens do mar alegaram ter visto criaturas similares nadando em águas profundas. Estes pescadores profissionais ficaram espantados com o tamanho do monstro e ainda mais chocado por esta besta albina parecer chocantemente humanoide em aparência.


As testemunhas dizem que ele mede entre 60 e 90 pés de comprimento (18 e 27 metros respectivamente) e pesa dezenas de toneladas. O Ningen é descrito como uma imensa criatura marinha semelhante a uma baleia, com pele de textura suave e pálida quase branca e com um formato que lembra vagamente a cabeça, tronco e apêndices de um ser humano. Quem o avistou, afirma ainda que o Ningen tem uma cauda de sereia no lugar das pernas, enquanto outros insistem que ele possui nadadeiras semelhantes a membros que lhe permitem, inclusive, andar em terra como um bípede. A criatura teria ainda "mãos", dotadas de cinco dedos nas extremidades de braços longos e esguios.

Estes animais têm sido supostamente vistos nos Oceanos Pacífico e Antárctico, e são sempre descritos como extraordinariamente grandes e com uma aparência esbranquiçada que o destaca na água. Muitos observadores relataram que esses animais não têm características faciais distintas a não ser dois olhos enormes e uma fenda que lhe serve de boca. Segundo a maioria dos relatos, as criaturas tem hábitos noturnos e preferem correntes marinhas frias.

Assim como as baleias, eles precisam subir à superfície para respirar e quando o fazem lançam grande quantidade de água e espuma. Em algumas oportunidades eles foram vistos aos pares ou até em grupos maiores, embora na maioria das vezes sejam encontrados sozinhos. Machos e fêmeas são praticamente iguais sendo impossível distinguir o sexo, se é que existe separação por gênero.

Nas vezes em que foram avistados, os Ningen simplesmente nadaram ao redor das embarcações mantendo uma distância de pelo menos 10 metros. Os barcos que tentaram seguir o animal, descobriram que ele pode se mover velozmente e desaparecer em segundos mergulhando nas profundezas. Alguns teóricos conjecturam que os Ningen habitam águas profundas e que precisam subir à superfície raramente, eles também viveriam sob calotas polares onde encontram nichos e depósitos de ar. O derretimento acelerado dessas calotas teria forçado os Ningen a se afastar do seu habitat natural possibilitando seu avistamento cada vez mais frequente.

Testemunhas também chamaram a atenção para o estranho canto do Ningen, que não se assemelha a nenhum som de animal marinho conhecido e que parece um longo lamento.

O NASCIMENTO DA LENDA:

Não se sabe ao certo quando os primeiros relatos sobre essa criatura gigantesca começaram a circular​​; mas supõe-se que o Ningen ganhou notoriedade quando informações sobre avistamentos acompanhados de relatos apareceram on-line em fóruns populares de notícia no Japão. Um indivíduo anônimo que alegava trabalhar em um "navio de pesquisa do governo", fez um relato completo sobre o avistamento de uma dessas criaturas que acompanhou o navio em que ele estava.

Segundo o relato dessa testemunha - corroborado mais tarde por outros colegas pesquisadores - os tripulantes foram atraídos ao convés pelo alerta de um dos vigias que havia visto o que inicialmente pensava se tratar de um "submarino estrangeiro". Quando o navio de pesquisa se aproximou do objeto ficou evidente que eles não estavam lidando com um veículo submergível, mas com uma forma de vida desconhecida. A tripulação observou com admiração a gigantesca criatura, tratada como algum tipo de baleia acometida de uma anomalia. O animal nadou a uma distância de no máximo 30 metros do navio, fazendo evoluções e surgindo na superfície pelo menos duas vezes até que submergiu e não foi mais vista.

Há rumores persistentes que sugerem que os membros desta equipe oceanográfica registraram a aparição tirando fotografias e realizando filmagens extraordinárias da "coisa" durante o seu breve encontro. Tais imagens teriam sido suprimidas e confiscadas, a fim de poupar o instituto que promoveu a missão do constrangimento - e ruína financeira - de ser associado a este tipo de manchete sensacionalista. Sem dúvida, a explicação se refere ao suposto avistamento de "águas vivas gigantes" em 2002 que se provou um fiasco e arranhou a credibilidade do órgão de pesquisas oceanográficas do Japão que deu crédito a imagens falsas.

Não é preciso dizer que logo que essa ocorrência se tornou pública, através do relato de supostas testemunhas, o enigma ganhou interesse da imprensa e do público. Em novembro de 2007, o burburinho em torno desses monstros misterioso, e as fotografias que começaram a aparecer, era tão intenso que os editores da revista japonesa "Mu" publicaram um longo artigo sobre este acontecimento desconcertante.

A "Mu", é uma publicação semelhante a "Fate," uma revista que se dedica à difusão de informações sobre todos os tipos de fenômenos paranormais, o que inclui cryptids, o avistamento de animais e criaturas desconhecidos e não catalogados pela ciência. Em seu artigo sobre o Ningen a revista questionava a existência da tal criatura marinha, entrevistava autoridades, cientistas, biólogos e marinheiros além de questionar a possível existência de uma criatura marinha gigantesca. A edição foi um sucesso e o Ningen se tornou ainda mais popular, ganhando fama internacional.


Fotografias e desenhos da criatura ilustravam as páginas da revista. A "Mu" exibiu ainda uma imagem do Google Maps do que parecia ser uma criatura semelhante ao Ningen nadando no Atlântico Sul, próximo da costa da Namíbia.

Logo após a publicação do artigo, um dilúvio de cartas bombásticas, relatos exagerados, fotos desfocadas e vídeos com imagem granulada inundou a web com indivíduos afirmando ter visto a mesma criatura marinha em alguma ocasião. A maioria dos relatos e material gravado era no mínimo de origem questionável, sendo que alguns eram falsificações grosseiras. Outros no entanto eram simplesmente estranhos e impossíveis de serem avaliados. Mas alguns poucos causaram dúvida como a misteriosa fotografia de uma criatura bípede, semelhante a um cetáceo "caminhando" sobre calotas polares na Antártida.

O farto material alimentou a discussão e acalentou a teoria de que o governo japonês teria conhecimento da existência dessa forma de vida e que levava muito à sério qualquer relato feito por embarcações que afirmavam ter visto a criatura. De fato, existem inúmeros rumores sobre investigadores do governo ligados às forças armadas japonesas, sobretudo a Marinha, fazendo perguntas e entrevistando testemunhas.

Um dos boatos mais extraordinários envolveu o avistamento de um Ningen pela tripulação de um barco de pesca em águas japonesas no ano de 2008. A tripulação do pesqueiro teria visto não apenas uma, mas duas das bizarras criaturas nadando em águas mais rasas. Os animais teriam circulado o pesqueiro várias vezes, rompendo a linha de superfície e se aproximando ficando a apenas cinco metros do costado. Na ocasião, os pescadores tiraram várias fotos e chegaram a fazer um vídeo curto da experiência. Eles teriam ainda gravado o som do canto do animal. A prova irrefutável teria sido negociada com um canal de televisão japonês, que comprou o material e pretendia apresentá-lo em um programa de televisão. Na última hora, o material teria sido confiscado por autoridades que exigiram a entrega de todas as fotos e filmes sob pena de instauração de processo.


Os defensores da existência do Ningen afirmam que a maior parte das fotografias de má qualidade, montagens e narrativas simplórias que vieram à público foram criadas para encobrir a verdade e rejeitar toda e qualquer noção de que essas coisas possam ser reais. Segundo esses "teóricos de conspiração", a melhor maneira de desacreditar uma estória real é contá-la de uma forma que qualquer menção a ela pareça inacreditável, ridícula e em ultima análise delirante.

Qualquer entusiasta da ufologia defende que esta é a mesma tática usada pelos EUA e muitos outros governos para descreditar fenômenos envolvendo os OVNI. O maior de todos os fenômenos envolvendo um mistério ufológico, o famoso Caso Roswell parece seguir essa cartilha, nele supostos discos voadores foram tratados como balões metereológicos. Os céticos sugerem que esse método foi empregado para reduzir a paranóia crescente sobre "discos voadores" durante a Guerra Fria.

Poderia o Ningen ser um exemplo de encobrimento governamental? E se essa for a verdade, com qual objetivo? Seriam esses titãs uma forma de vida inteligente ou algo que a humanidade não está pronto para ter contato e que as autoridades precisam desacreditar.

Enfim, se o Ningen não existe, o que poderiam ser as criaturas avistadas?

As probabilidades são esmagadoras de que uma lenda relativamente nova, como a do Ningen, não passe de invenção pura e simples, mas vamos supor que as testemunhas tenham visto algo. Tendo isso em mente, as teorias mais populares sobre os avistamentos incluem espécies não classificadas de animais marinhos e fenômenos paranormais, como por exemplo:

ARRAIA GIGANTE

Há muitas especulações de que o Ningen possa ser uma espécie até agora desconhecida de arraia gigante albina.

Supõe-se que não seja algo inteiramente além do reino da possibilidade que exista uma espécie incomum desse enorme peixe. Uma espécie especificamente adaptada aos climas frions pode ser naturalmente camuflado para se misturar com os icebergs flutuantes e detritos congelados. mesmo assim, é difícil acreditar que um animal tão grande poderia permanecer desconhecido, muito menos invisível, até o precipício do século 21.

No entanto, alguns cientistas têm especulado que os seres humanos conseguiram catalogar apenas 20% de todas as espécies que vivem nos oceanos do mundo. Considerando este fato, as chances de que grandes criaturas marinhas desconhecidas possam ter escapado de nossa detecção - especialmente se eles existem quase que exclusivamente abaixo do gelo - melhora dramaticamente.

Mas se não estamos lidando tão somente com uma espécie de peixe gigante, então talvez o Ningen seja algo distintamente sobrenatural, como:

DEMÔNIOS DA ÁGUA (YOKAI)

Talvez esse fenômeno predominantemente japonês seja mais do que uma simples lenda e tenha um fundo de verdade. Vale a pena considerar o fato de que todos os relatórios sobre o Ningen são japoneses em origem. Quem sabe os Ningen sejam uma espécie de entidade sobrenatural, que é - por razões além da compreensão humana - exclusivamente avistada por japoneses. Quem sabe? Coisas estranhas têm acontecido.

Ok, vamos abandonar o paranormal por um momento e mergulhar no reino da tecnológica, para que possamos refletir sobre a teoria de que esses organismos são alguma forma de vida bio-mecânica

O.S.N.I.

O.S.N.I. (Objetos submersíveis não identificados) são o equivalente aquático aos O.V.N.I. Esses objetos construídos por alguma inteligência desconhecida seriam capazes de se deslocar através do mar como se estivessem voando e mergulhar nas profundezas do oceano com a mesma facilidade. Estes estranhos "veículos" têm sido avistados entrando e saindo dos mares desde os tempos de Cristóvão Colombo, e aparições continuam até hoje.

Enquanto a maioria das pessoas presume que os OSNI são veículos altamente tecnológicos provenientes de outro mundo, há quem acredite que eles podem vir de civilizações subaquáticas mais avançadas que a nossa. Há também teorias que consideram a possibilidade de que esses objetos podem realmente estar vivos. Parece improvável, mas talvez o estranho formato do Ningen que as pessoas supõem se tratar de um animal, seja na verdade uma nave submarina.

Mas, supondo que eles não são resultado de uma avançada engenharia bio-mecânica, então talvez devêssemos considerar a possibilidade de que eles são simplesmente ...

ALIENIGENAS

Quando se pensa em todas as formas diferentes de vida em nosso planeta, então o potencial para grandes diferenças na vida no resto do universo parece virtualmente ilimitado. Alienígenas podem ter formas e tamanhos que sequer podemos imaginar e, se estamos tentando imaginar que tipo de formas de vida viriam nos visitar, em nosso planeta predominantemente aquoso, temos de aceitar que essas espécies poderiam ter natureza aquática.

Por mais estranho que essa hipótese pode parecer num primeiro momento, temos de perceber que o viés biológico da nossa espécie, voltado para a vida terrestre, parece improvável quando estudamos a composição de nosso planeta. Os mares, afinal de contas, dominam nossa bela esfera azulada.

Pode parecer absurdo, mas é concebível que a razão para ninguém ter visto o Ningen até a década de 1990 é porque até então eles nunca existiram na Terra. Talvez estes Ningen sejam uma espécie visitante explorando nosso ecossistema e especialmente adaptados a essas condições.