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quarta-feira, 18 de maio de 2016

As ilhas mais mortais do mundo



Ilhas podem ser lugares paradisíacos, com belas praias e pontos para relaxar. Mas algumas delas oferecem perigos e afugentam tanto turistas quanto habitantes locais. Animais assustadores, vestígios de produtos nucleares e químicos e condições climáticas extremas são algumas das ameaças nas ilhas mais perigosas do planeta selecionadas pelo jornal inglês The Telegraph .

Ilha da Queimada Grande, Brasil


Conhecida como Ilha das Cobras, a Ilha da Queimada Grande fica a 35 km de Itanhaém, no litoral de São Paulo, e é uma das mais perigosas e assustadoras do planeta. Estima-se que a ilha tenha uma população de cinco serpentes por metro quadrado de uma espécie conhecida como serpente-ilhoa, uma das mais venenosas do mundo. Apenas cientistas são autorizados a abordar a ilha, que não tem nenhuma praia.

Miyake-Jima, Japão


Miyake-Jima é uma das seis ilhas vulcânicas que formam o arquipélago de Izu, perto do litoral de Tóquio, no Japão. A ilha é famosa pelo seu Monte Oyama, um dos vulcões mais ativos do planeta nos últimos anos. Desde sua última erupção em 2005, o Oyama expele constantemente um gás venenoso, que obriga os habitantes da ilha a carregar uma máscara de proteção quando sirenes instaladas na ilha avisam os habitantes que os níveis tóxicos estão muito altos.

Saba, Antilhas Holandesas


Saba é uma pequena ilha das Antilhas holandesas, com boa parte de seus 13 km² cobertos por montanhas e com casinhas onde moram seus cerca de 1,2 mil habitantes. Nos últimos 150 anos, a ilha foi atingida por mais furacões do que qualquer outra região do planeta, incluindo quinze tempestades de categoria 3 e sete de categoria 5, as mais violentas de todas, com ventos de mais de 250 km/h.

Atol de Bikini, Ilhas Marshall


Formado por 36 ilhotas que rodeiam uma lagoa, o Atol de Bikini é símbolo do auge dos testes nucleares. O local foi usado para testar armas nucleares mais de 20 vezes entre 1946 e 1958. Apesar da área ter sido declarada como livre de vestígios tóxicos em 1997, os habitantes locais nunca quiseram voltar definitivamente. É fortemente desaconselhado comer qualquer coisa que provenha da área. Pela ausência de pesca, a vida submarina é abundante e atrai muitos mergulhadores.

Ilha de Gruinard, Escócia


Pequena porção de terra ovalada do norte da Escócia, a Ilha de Gruinard foi usada pelo governo britânico para testes com armas biológicas durante a Segunda Guerra Mundial. Os experimentos foram realizados na ilha desabitada com o perigoso vírus antraz, que matou centenas de ovelhas e forçou Gruinard a ser posta em quarentena. A ilha foi descontaminada nos anos oitenta, usando-se toneladas de produtos químicos.

Ilhas Farallon, Estados Unidos


Entre 1946 e 1970, o litoral das Ilhas Farallon, a 40 km de São Francisco, foi usado como depósito de lixo radioativo. Estima-se que mais de 48 mil barris tenham sido descartados no local, mas o perigo que eles apresentam ao meio ambiente ainda não está claro. A região é habitada por elefantes marinhos que atraem numerosos tubarões brancos. É melhor pensar duas vezes antes de mergulhar nas águas das Ilhas Farallon.

Ilha Ramree, Myanmar


Situada no litoral do Myanmar, a ilha Ramree é conhecida por um incidente que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1945, após uma batalha entre tropas japonesas e britânicas, soldados nipônicos foram obrigados a se esconder em pântanos, e mais de 400 deles foram devorados por crocodilos. O episódio entrou no livro dos recordes como "o maior desastre sofrido por homens por causa de animais".

Danger Island, Seychelles


Danger Island, ou Ilha do Perigo, encontra-se 800 km ao sul das Maldivas, no Oceano Índico, e recebeu esse nome pela ausência de ancoragem segura. Os primeiros exploradores que chegaram a esta estrutura de coral de 2 km de comprimento por 400 metros de largura sofreram e se arriscaram para atingi-la. Hoje, com cartas náuticas adequadas e GPS sofisticados, o local continua sendo um desafio para os velejadores.